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sexta-feira, 13 de março de 2015

A Mongólia e o Francisco

Foto António José
Ontem pelo final da tarde, atrasado com um stock de mercearia... acabei por não conseguir tomar bom café no único local em Dili, que eu conheça, em que o preço do café é 0,50 cêntimos... pois fecha pelas 18h... Sinto o trânsito mais rápido aos finais de tarde. Se souberem de outro, digam a ver. Peace Coffee. Até o nome tem pinta. É que os preços da "bica", "expresso" ou mesmo a "aguadilha" que muitos (não timorenses) servem nesta cidade, é matéria para custar em média 1,5 USD, 2 USD... já os vi a 3'USD. No Peace Coffee há bom som, muito bom café, de Same e a melhor preço.

Ali ao lado estava a decorrer um jogo para o Mundial de futebol... Timor-Leste vs Mongólia. É impressionante onde se empoleiram as gentes... dos postes de iluminação do estádio que tinham gente para lá de 1/3 da altura, aos muros com arame farpado, às árvores... estava à pinha! O mais fantástico são o crescendo de gritos agudos harmoniosos - mas guerreiros - de apoio quando o lance parece que se vai desenrolar com golo... O fenómeno parece ser igual em qualquer quadrante. Milhares de motas estacionadas na periferia do estádio e eis o local "ideal" para ajudar à festa e combinar encontrar alguém... no meio dos milhares que íam saindo. A Mongólia sofreu uma derrota por 4 - 1 ... Timor-Leste estava feliz e eu tinha de encontrar no meio de um "mundo" uma das pessoas com a qual falei, ao longo de largos anos, apenas duas ou três vezes ao telefone. O Francisco. Tinha-me ele dito ao telefone: "camioneta. Amarela com bandeira vermelha". Há milhares de camionetas amarelas do género. Andei 50 metros. Camioneta amarela, sem dúvida e na caixa aberta uma lona vermelha (não bandeira) movia-se como que sozinha... Ninguém na cabine de condução. Contorno o veiculo como tanta gente o estava a fazer em relação a tudo e vejo que anda um rapaz debaixo da lona... não era Francisco mas foi o Francisco que me topou. E ali estava ele. Um sorriso do tamanho do mundo. Estava na turba, fora do camião a ver se me via, eu a ele mas ele é pequenino, de altura, e o abraço que nunca lhe tinha dado ao vivo. Era como se o conhecesse desde sempre. Entro na cabine e deixo a porta aberta para entrar o tal rapaz da lona. Francisco diz que é "segurança" e vai na caixa aberta, debaixo da lona... que protege o arroz, pois chuviscava. Seguimos para Lecidere. A não mais de 100 metros, "estacionado", o Manu Tasi. Quanto à condução do Francisco é muito eficaz, não incomoda e é despachado. Rumo, Lecidere. Paramos. De um outro camião, um grupo de gente descarrega até à berma da praia ... da berma da dita, para um pequeno barco que por sua vez acosta ao Manu Tasi... nova trabalheira, descarrega e arruma. Tudo muito nas calmas. É bom! Gente que faz jogging ao longo do passeio... pára uma figura, que também corria de auriculares nos ouvidos, o Naikoli... Estamos neste momento em contacto com Oxford e aproveitamos todos para falar com Afaf. O arroz que está debaixo da lona na camioneta amarela já não seguia... o Manu Tasi já estava com o casco muito dentro de água. Fica para depois, diz o mestre de embarcação.

Um aviso à navegação e em especial aos/às amig@s timorenses: este fim-de-semana estarei ausente de Dili até segunda-feira...

Deixo-vos aqui com este feliz homem e feliz estou eu por o ter encontrado ... Emporio Armani ... O Francisco! para o AFAF ... Por Timor-Leste, Sempre! e cada vez mais!

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