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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Estudantes Timorenses residentes no estrangeiro, "Sera que foram esquecidos?"

Estudantes Timorenses residentes no estrangeiro
"Sera que foram esquecidos?"
A vida académica pode ir muito além dos livros e do portatil pode também incluir malas e passaporte! Todos os anos milhares de alunos partem numa aventura ao trocarem o secundário ou universidade no seu país pelo estrangeiro e as experiências são, sobretudo, de enriquecimento pessoal. 

Nao ha nenhum ano escolar que passe, sem que milhares de alunos deixem o conforto das suas casas e o país que sempre conheceram para embarcar na aventura académica e pessoal que é estudar no estrangeiro. No entanto, antes de começar a fazer as malas, há que pensar bem nas vantagens e desvantagens de estudar no estrangeiro, o que pode parecer uma ideia muito gira no início, mas na prática, nem todas as pessoas se conseguem adaptar à vida noutro país, regressando muitas vezes antes de concluído o tempo de estadia previsto.

A situação de "quase total abandono" de muitos estudantes timorenses no estrangeiro (nomeadamente em Portugal) é uma questão de primeira linha nas preocupações de cada indivíduo.

Um exemplo: "A realidade com que nos confrontamos  é  totalmente diversa daquela que nos foi prometida em Timor", asseguram alguns dos estudantes bolseiros que ingressaram num projecto do governo para estudar em Portugal no ano de 2001. (Portugal recebeu 300 estudantes bolseiros em 2001).

Antes da independência de Timor Leste (Maio de 2002) os estudantes Timorenses residentes no estrangeiro, nomeadamente em Portugal usufruiam de um "estatuto especial" suportadas por cada instituição. Tendo como exemplo o IPAD - Instituto Portugues de Apoio ao Desenvolvimento, e pelas próprias Universidades em Portugal em que eram consideravelmente apoiados a nível de formalidades e burocracias dentro do estabelecimento de ensino nomeadamente no que diz respeito as candidaturas e recandidaturas as bolsas de estudo.

Este era um meio de incentivo pelo qual os estudantes se apoiavam para que pudessem concluir com aproveitamento o ano escolar e terminar o curso com sucesso. No entanto uma vez "estrangeiros" confrontaram-se com várias dificuldades com natureza humana, social e económica, desde a integração na nova sociedade, o domínio e compreensão da língua, dificuldades de comunicação, e dificuldades financeiras, tendo conhecimento e sabendo de antemão que o país do qual se encontram está em crise e sendo a língua  uma barreira de comunicação, dificilmente terão sucesso na vida escolar e profissional. Digo isto porque como "estrangeiros" e vivendo numa sociedade oposta a qual vivem, vai ser muito dificil a adaptação e integração perante a sociedade em si e perante o ensino, e caso não aja "amigos" e "familiares" para auxiliar nas condições básicas da vida, como e onde poderão ter motivação para continuar a estudar?

Depois de Timor ter sido declarado Independente, o factor "estatuto especial" tem vindo a decrescer, foram efectuadas revisões de estatuto, aplicados novos critérios, e diminuídas as hipóteses do apoio, (que tem sido uma "salvaguarda" e um "incentivo" chave). A motivação e incentivo para o sucesso escolar submergiu. 

Há circunstâncias na vida em que a dignidade humana pode exigir grandes sacrifícios, isto é, heroismo. Ninguém tem autoridade moral para exigir de outro um comportamento heróico. Cada um de nos tem essa obrigação, não porque outros lho peçam ou censurem se o não fizer, mas porque as próprias coisas lho pedem, pede-o sobretudo a dignidade humana. A história de todas as culturas esta cheia de gestos exemplares deste tipo, fora do "normal estatistico". Mas estas escolhas podem surgir na vida de todos os homens, em circunstâncias «normais».

Por parte do governo de Timor Leste ainda não houve qualquer plano de ajuda extracurricular para aprofundar os principais motivos de "abandono escolar" as principais causas, nem qualquer plano de reestruturação, tais como atribuição de bolsa de estudo (o que correntemente acontece em Indonesia e outros Paises Estrangeiros), como exemplo, em Portugal, o que os estudantes Timorenses residentes em Coimbra solicitam é a igualdade na atribuição de Bolsas de Estudo uma vez que não usufruem na actualidade de hoje de nenhum apoio continuo (www.atc.com.pt), com vista a que a taxa de abandono possa diminuir e os sucessos possam aumentar.

Há que criar um plano estratégico para auxiliar e motivar os estudantes residentes no estrangeiro para que a finalidade de terminar o curso não se desvanessa. O Governo deve  conceder empréstimos e conceder bolsas para ajudar os estudantes a suportar os seus custos de subsistência durante o período escolar.

É urgente que os estudantes beneficiem deste apoio, o que chamamos de "princípio da «portabilidade»" das bolsas ou empréstimos.

Ao abrigo da legislação actual em Portugal, o Estado pode decidir livremente sobre esta possibilidade, e quanto ao nosso governo é uma questão a ponderar uma vez que é importante o investimento na formação de alunos residentes no estrangeiro no sector da educação tanto em Portugal como noutros Países.

"Estudantes Timorenses residentes no estrangeiroSerá que foram esquecidos?"eis a questão.

por Dalia Agostinho
Oxford, 02 de Agosto de 2012

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